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Crítica: Escavadores PDF Imprimir E-mail
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Escrito por Ed Cavalcante   
Qua, 30 de Junho de 2010 02:45
Escavadores Não sei se essa classificação existe mas “Escavadores” (Burrrowers) é o que eu chamaria de um “western de terror”. A história se passa em 1879, nos Territórios de Dakota, em pleno velho oeste, área de conflitos intensos entre os colonizadores e os índios. O ponto de partida, para o grande mistério que serve de eixo para a trama, é o desparecimento de uma família de colonos. Entre eles a jovem Mayanna (Jocelin Dohanue), futura esposa de Fergus Coffey (Karl Geary), o protagonista da história.

O filme do diretor J.T Petty mistura elementos dos filmes de cowboy com o mais puro thriller. Não chega a ser novidade. Em “Desaparecidas”, Ron Howard levou o suspense e o misticismo para o ambiente do velho oeste conseguindo uma composição interessante. Em “Escavadores” J.T Petty também conseguiu um bom resultado. Mas o filme não é só uma história de terror. Nas entrelinhas da trama, Petty levanta a bandeira em defesa dos povos indígenas da América do Norte.


Durante todo o filme, os índios aparecem como vítimas da estupidez do colonizador. A mensagem de J.T Petty fica clarissima no desfecho da história em que ele mostra o desperdicio da sapiência do índio e o triunfo da estupidez do homem branco. Quanto à parte do terror, o filme rende bons sustos. O mistério do desaparecimento das pessoas, apesar de bizarro, tem a ver com a destruição do ambiente natural pelo branco colonizador. Vale o susto!



3estrelas



 
Crítica: Kick-Ass - Quebrando Tudo PDF Imprimir E-mail
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Escrito por Alexsandro Vasconcelos   
Dom, 20 de Junho de 2010 02:28

kickass01



kickass00‘Kick-Ass – Quebrando Tudo’ pode facilmente ser incluído entre os filmes mais violentos e politicamente incorretos da história, além de ser um dos melhores longas de heróis já produzidos. Matthew Vaughn surpreende bastante na direção, onde ao mesmo tempo em que exagera para dar o tom de sátira, se preocupa em não fazer de ‘Kick-Ass – Quebrando Tudo’ um ‘Super-Herói – O Filme’ da vida. É interessante observar até mesmo o uso adequado dos efeitos especiais, cruciais em cenas mais exageradas.

O principal responsável pelo título de politicamente incorreto do longa é o roteiro de Jane Goldman, baseado nas HQs de Mark Millar, afinal, não é todo roteiro que traz uma menina de cerca de 12 anos falando coisas obscenas e cometendo chacinas. Chloe Moretz é Hit Girl, uma heroína mirim que faz coisas inimagináveis em cada cena. A atriz de treze anos é uma revelação, como há muito não se via. Não há como não se encantar por ela, mesmo com sua personagem manuseando um canivete de maneira assustadoramente natural.

O protagonista – o britânico Aaron Johnson, bastante elogiado ao interpretar John Lennon em ‘Nowhere Boy’ – trabalha muito bem tanto em cenas cômicas, como nas mais dramáticas. Os antagonistas Christopher Mintz-Plasse e Mark Strong também estão ótimos, achando a forma caricata mais adequada para seus personagens. E, por incrível que pareça, até o Nicolas Cage se sai bem. O veterano há tempos não entregava uma performance acima da média e, apesar de não estar magnífico, convence bastante como o Big Daddy. Só em vê-lo atuando bem já vale muito.


4estrelas

 
Crítica: Mary e Max – Uma Amizade Diferente PDF Imprimir E-mail
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Escrito por Alexsandro Vasconcelos   
Dom, 13 de Junho de 2010 21:24
Mary_MaxEscrito e dirigido pelo australiano Adam Elliot, vencedor do Oscar de Curta-Metragem de Animação em 2004 por ‘Harvie Krumpet’, ‘Mary e Max – Uma Amizade Diferente’ mostra a relação afetiva entre um homem de 44 anos e uma menina de 8 que mesmo separados por continentes, trocam cartas durante anos criando um laço forte de amizade devido a algo que ambos têm em comum: a solidão. Toni Collette e Philip Seymour Hoffman dublam os protagonistas.

Se há algo mais fácil de explicar e mais fácil de manter que o amor, é a amizade. ‘Mary e Max’ trata exatamente disso, à medida que nos mostra a vida de seus personagens contada por eles próprios um ao outro. O roteiro da animação só segue a tendência das novas animações, que vêm deixando de ser exclusivamente infantis para tratar de assuntos mais sérios.

A inocência de Mary contrasta com a amargura de Max, rendendo um longa com personagens de massinha que toca muito mais que outros com personagens de carne e osso. Até nos mínimos detalhes, como na coloração, na apresentação – com o nome de Mary sendo mostrado como se estivesse sendo escrito à mão e o de Max como se datilografado – ou mesmo na forma de cada um escrever o PS nas cartas, Adam Elliot fez questão de trabalhar esse contraste entre os personagens de maneira bastante criativa.

A trilha sonora também é algo a se destacar e isso é visível desde o início, quando nos deparamos com uma composição belíssima à medida que é mostrado o local onde Mary vive com seus pais. Injustamente esnobado em todos os aspectos, ‘Mary e Max – Uma Amizade Diferente’ é uma grande surpresa, mesmo após tantos comentários positivos.


5estrelas

Mary_Max_2

 
Crítica: Toy Story 3 PDF Imprimir E-mail
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Escrito por Alexsandro Vasconcelos   
Dom, 13 de Junho de 2010 21:20
Toy_Sttory3Quinze anos após o início da franquia, a elogiada animação ‘Toy Story’ – o primeiro em longa-metragem da história a ser feita completamente em computação gráfica – está de volta com o seu terceiro filme, tão bom quanto antes, dessa vez com o roteiro escrito por Michael Arndt, vencedor do Oscar por ‘Pequena Miss Sunshine’. A direção fica por conta de Lee Unkrich, também vencedor do Oscar, por ‘Procurando Nemo’. No novo filme, Andy já está crescido, prestes a ir para a faculdade, quando seus brinquedos são acidentalmente doados para uma creche.

Indo sempre direto ao ponto, sem lições de moral baratas explícitas e, acima de tudo, sem perder a essência que fez de ‘Toy Story’ um clássico da animação, o terceiro longa cumpre muito bem o seu papel de mostrar mais uma fase na vida dos brinquedos de Andy. Os menores vão se divertir bastante, assim como os maiores, que verão seus sentimentos mais escondidos serem reavivados na sessão, o que já é bem rotineiro nas animações da Pixar.

‘Toy Story 3’ agrada até nas piadas mais infantis, em especial as que envolvem Barbie e Ken. As seqüências de aventura, apesar de um clichê perdoável aqui e outro ali, são muito bem elaboradas, assim como a excelente trilha de Randy Newman que as acompanham. Ainda que sejam várias as cenas de dar nó na garganta durante a sessão, é o final o ponto mais alto do filme e talvez o momento mais emocionante de toda a franquia. Antes de ser lançado, ‘Toy Story 3’ parecia muito comercial, aparentava perder-se da linha dos filmes anteriores, mas definitivamente isso não aconteceu.


4estrelas

Toy_Story_3a

 
Crítica: Fúria de Titãs PDF Imprimir E-mail
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Escrito por Alexsandro Vasconcelos   
Dom, 23 de Maio de 2010 23:37

furiadetitas02



furiadetitas01Desperdiçando nomes como Liam Neeson e Ralph Fiennes, ‘Fúria de Titãs’ é remake de um filme de 1981 que mostra a jornada mitológica de Perseu para salvar a princesa Andrômeda do monstro Kraken. Nunca a mitologia grega foi tão pervertida num longa como neste. Zeus e os demais deuses possuem ricas estórias e vê-las tratadas dessa maneira foi bem triste.

Era de se esperar, no mínimo, uma tempestade de efeitos que ao menos funcionassem, mas nem nisso ‘Fúria de Titãs’ acerta. Louis Leterrier, que já foi responsável por um dos melhores filmes – se não o melhor – da franquia ‘Hulk’, fez do seu novo filme a primeira grande bomba do ano, e a maior parcela de culpa é dele próprio, que dirige seu filme de maneira tão amadora, que só é possível sentir uma coisa: vergonha alheia.

Cenas de menos de 10 segundos de duração desnecessárias ou aquelas que se passam no Olimpo com todos os deuses milimetricamente posicionados em suas melhores poses só reforçam a falta de bom senso. E o que dizer do Ralph Fiennes saindo de uma fumaça preta formada por monstros bizarros? Devem ter aproveitado o visual de seu personagem nas gravações do próximo ‘Harry Potter’.

Houve também tentativas falhas de criticar a sociedade má intencionada guiada por uma pseudo fé, escorpiões gigantes maus que depois ajudam os “mocinhos”, criaturas estranhas aparentemente más que querem fazer aliança para conseguir libertação sabe-se lá de quê, além de um flashback ridículo com Zeus engravidando aquela que viria a dar a luz Perseu. São quase duas horas desperdiçadas em fita. E se alguém for ver só por causa do 3D, divirta-se com a legenda!


1estrela
 
Crítica: As Melhores Coisas do Mundo PDF Imprimir E-mail
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Escrito por Alexsandro Vasconcelos   
Qui, 20 de Maio de 2010 02:21
melhores-coisas-do-mundo-poster01 Em ‘As Melhores Coisas do Mundo’, Mano, um jovem de 15 anos, após um acontecimento na família vê sua vida se complicar ao passo que começa a lidar com questões como virgindade, bullying, homossexualidade, entre outros temas recorrentes na vida de um adolescente. Dirigido por Laís Bodanzky e escrito por Luiz Bolognesi, o longa brasileiro tem no elenco nomes como Caio Blat, Denise Fraga, Paulo Vilhena, Fiuk, além da revelação Francisco Miguez, como protagonista.

Ao invés de focar em questões como a corrida pela perda da virgindade ou o consumo exacerbado de drogas, ‘As Melhores Coisas do Mundo’ mostra uma visão sensível da vida de um adolescente, levantando temas interessantes, que despertam a empatia do público. Bodanzky, que já teve seu trabalho reconhecido com ‘Bicho de Sete Cabeças’, onde também trabalhou com o roteiro de Bolognesi, foi muito feliz em desviar seu longa do clichê nerd. Seu roteirista também merece elogios tanto quanto, afinal, os assuntos abordados foram bastante pertinentes, além dos personagens bem construídos serem encaixados de maneira quase que perfeita na trama.
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