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Escrito por Alexsandro Vasconcelos
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Qui, 14 de Janeiro de 2010 03:30 |
Baseado no livro homônimo escrito por Denise Paraná, ‘Lula, O Filho do Brasil’ é uma cinebiografia do atual presidente do Brasil, Luís Inácio Lula da Silva. No filme, é possível conhecer sua história desde 1945, quando Lula e seus irmãos passavam uma vida sofrida em Caetés - PE ao lado de sua mãe, Dona Lindu. No elenco, nomes como Glória Pires, Milhem Cortaz, Cléo Pires, Lucélia Santos, Antônio Pitanga e Juliana Baroni estão presentes.
Um filme que poderia ter estreado alguns anos mais tarde. Essa é a definição perfeita para ‘Lula, O Filho do Brasil’. Como quase toda cinebiografia brasileira, há certo exagero em mostrar o “herói” que era o protagonista, além de praticamente santificar a Dona Lindu. A história é muito interessante, bem inspiradora, mas deveria ter caído em mãos mais competentes, tanto pelo fraco roteiro quanto pela direção inexperiente de Fábio Barreto.
O elenco também não fica muito à frente. Salvo raras exceções, a escalação não foi muito bem feita, a começar pelo protagonista Rui Ricardo Diaz, que, ao interpretar o Lula, se perdia até na voz forçada. Não há como negar que Glória Pires é uma grande atriz de novelas, mas o mesmo não pode ser dito quando se trata da sétima arte. Seus trabalhos na tela grande não são grande coisa, o que fica bem claro com a Dona Lindu que ela faz nesse filme.
Existem muitos filmes brasileiros ótimos sendo lançados ultimamente. ‘À Deriva’, ‘Estômago’, ‘O Cheiro do Ralo’, ‘O Céu de Suely’... O Brasil é capaz de fazer filmes dignos de aplausos no fim da sessão. O Brasil tem profissionais bons para desenvolver um roteiro melhor, para dirigir melhor, para atuar melhor. Foi isso que faltou em ‘Lula, O Filho do Brasil’.

Contudo, é uma história que vai emocionar um certo público, independente das falhas. O que mais incomoda em Lula, O Filho do Brasil, é mesmo a vontade de elevar exageradamente a imagem de alguns personagens, o que se torna mais inconveniente quando se trata de um presidente que ainda está no poder. No mais, vale a sessão. De fato, é uma história bonita.
E como bom pernambucano que sou, não posso deixar de usar a primeira pessoa aqui para expressar a indignação de muitos sobre esse sotaque “pernambucano” falado pelo elenco, em especial pela Dona Lindu da Glória Pires. Esse sotaque pode ser falado em qualquer lugar, menos em Pernambuco, desculpa.
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