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Animação da Disney dirigida por Ron Clements e John Musker, A Princesa e o Sapo conta a história de uma jovem que tinha como sonho abrir um restaurante e realizar o desejo de seu falecido pai. Porém, um príncipe que visitava Nova Orleans acabou vítima de vudu e foi transformado num sapo. Sob a promessa de realizar o sonho da jovem, o príncipe sapo a convenceu de beijá-lo para que o feitiço se quebrasse, mas não foi bem o que aconteceu.
A volta da Disney à animação 2D por si só já é algo a ser reparado. A Princesa e o Sapo pode não ser uma animação magnífica, mas acaba encantando com sua estória simples, ainda que repleta de clichês, e pelas canções a la Broadway que só a Disney sabe fazer. Aqui se prova que não é preciso mais do que duas dimensões para se fazer uma animação de qualidade.
Uma característica bem típica dos clássicos da Disney, não que A Princesa e o Sapo seja um, é a importância que os personagens coadjuvantes possuem no longa. Não é preciso pensar muito para perceber que, por exemplo, Timão e Pumba tiveram uma grande responsabilidade em relação ao sucesso de O Rei Leão, até mais que o próprio Simba. Em A Princesa e o Sapo vemos coadjuvantes cativantes, mas que pouco acrescentam ao filme.
A escolha de uma negra para integrar o time de princesas da Disney até chamou a atenção no começo do longa, mas depois que a mesma é transformada em sapo – e passa 90% do filme nessa forma – é possível perceber que a personalidade da personagem é o que mais interessa no fim das contas. Fosse Tiana negra, branca, ruiva ou albina, de pouco importava. A imagem da mulher moderna ficou muito bem representada.
Sobre as canções, temos os números comuns nos clássicos: o do sonho da protagonista, o do vilão, o do coadjuvante engraçado… As melhores são mesmo as oscarizáveis “Down in New Orleans” e “Almost There”, ainda que todas se encaixem bem na proposta da animação. Ponto para Randy Newman, que, com mais essas duas, chega a 19 indicações na premiação, vencendo apenas uma vez por “If I Didn’t Have You”, de Monstros S.A.
A Princesa e o Sapo não foi a animação do ano, nem possui a melhor canção indicada ao prêmio da Academia, mas ninguém pode negar que a Disney só tem a ganhar com a volta aos clássicos e que a animação foi um grande empurrão. O estúdio passou por uma má fase 2D antes de entrar de cabeça na animação 3D, mas está claro que isso já foi superado.

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