|

Quando se notam nomes como Diablo Cody, Steven Spielberg e Toni Collette numa produção televisiva, a expectativa é para algo realmente bom, o que, certamente, United States of Tara é. Seja pelo roteiro de Cody – que dá toda a atenção para os ótimos diálogos e a qualidade dos excelentes personagens – ou pela competência de Collette interpretando brilhantemente todos os alters de sua personagem, a série se mostrou bem decente, bem digna de Showtime, emissora que vem se concretizando como “a nova HBO”, e não por menos.
É difícil até escolher um favorito dentre os interessantes “personagens interiores” da protagonista. A dona de casa perfeita, a jovem extrovertida até demais, o cara durão e, até mesmo, um animal desconhecido; todos de alguma forma conseguiram cativar a atenção do público da série de alguma maneira. Como e já não bastasse, temos o Marshall, que por si só já merecia um spin-off. Sem falar nas divertidas Charmaine e Kate, que renderam boas risadas ao decorrer desses doze episódios exibidos na temporada de estréia.
Não há como não perceber o erro que a divulgação da série comete vendendo-a como uma comédia. Mesmo com o “alívio cômico” da Charmaine e da Kate, United States of Tara é, visivelmente, um drama. Isso deve ter causado um estranhamento em algumas pessoas que assistiram o piloto esperando dar várias risadas e acabou se chocando com o conteúdo dramático da série. Se esse telespectador realmente entende do assunto, vai perceber que só se trata de um equívoco de como a série é vendida e que ela tem um roteiro riquíssimo, desde que seja visto como um drama.
Em minha opinião, chegou quem irá tirar os prêmios da Tina Fey. A excelente atriz de 30 Rock agora tem uma concorrente à altura: Toni Collette. Já mostrando ótimos trabalhos no cinema, como os clássicos O Sexto Sentido e As Horas, a atriz está impecável nessa série, aproveitando cada momento em cena para brilhar e mostrar que sua competência é de um nível tão alto que deixa quem assiste de queixo caído e convence muito bem ao interpretar cada alter de maneira peculiar. O destaque vai para a cena da season finale, onde todos os alters aparecem de uma vez na sala de consulta. Simplesmente sensacional.
|
Gostei da opinião de vcs, principalm...
Sou apaixonado pela April Ludgate. El...
Olha, Crepusculo é ruim e muito ruim...
Já que todos estão falando de Crepu...
Concordo com a lista, concordo com DB...